Fazendo uma autocrítica dos meus textos, pude perceber que sou usuário contumaz dos parênteses e das reticências.E numa vã tentativa de justificar a mim mesmo a razão pela qual optava em usar estes recursos, me flagrei questionando até que ponto isso é interessante...
É certo que em um texto acadêmico ou de cunho mais formal não se vê com bons olhos o emprego desses camaradas (Seu Parênteses e Dona Reticência - Hehehehhe), torna o seu texto mais indireto, foge à norma culta, e em alguns casos prejudica até a construção da coesão. Mas como não é meu objetivo escrever em jornal (pelo menos por enquanto - e se um dia for, optarei pelas crônicas) acho que tais artifícios podem ser úteis.
Acredito que assim, o texto fica mais leve, mais fluente e (quem sabe) mais intimo à quem lê.
Uma vez li em algum lugar que o mais importante em um texto é o que está entre parênteses. Gozado, já que estes são destinados a frisar detalhes, mas em tempos onde tudo é dito nas entrelinhas, faz sentido.
Quanto aos pontinhos, filosofo ainda mais e, aplicando seu sentido de continuidade, concluo que nenhuma ideia é fundamentalmente inabalável, inquestionável ao passo de merecer o peso do ponto final. Usar reticências, me faz pensar que a ideia, pode ser alterada, continuada, atualizada, enfim...
Tudo isso dá música. Hehehe.
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