sábado, 2 de outubro de 2010

A cada outubro, uma lágrima.

Outubro vai chegando e sempre me lembro que no dia 11 teremos mais um ano de ausência do corpo de Renato Russo no nosso plano carnal. Isso ao mesmo tempo que é ruim, principalmente diante da nossa atual situação em termos de rock brasileiro, compositores e tudo mais (já comentado anteriormente); É bom porque a cada ano temos uma novidade que nos deixa, enquanto fãs, mais próximos dele, ou do espírito dele.

Quem já me viu cantar, quem já leu alguma música minha, costuma dizer que lembra Renato Russo, e eu faço questão de explicitar minha total idolatria por ele, ainda que tenhamos algumas opiniões, comportamentos e outras coisas diferentes. Tenho a certeza de que nunca, em tempo algum tivemos um ser que tivesse tamanha impostura de voz, tanto sentimento no canto... Nenhum compositor de rock se compara a ele!

Foi, é, e sempre será uma referência pra mim. Ainda que eu busque ampliar meus horizontes com outros estilos. Mesmo sendo apaixonados por outros ramos da música. Renato Russo sempre será minha maior ideia do que é ser compositor e cantor.
Hoje o nível de idolatria é (não digo menor), bem mais equilibrado do que o de outrora. Cheguei a pregar poster na parede e rezar diariamente pela alma dele. Coisas de pré adolescente que nunca aceitou o fato de não tê-lo visto ao vivo, de nunca ter assistido a um show da Legião. Só pude assistir e falar pessoalmente com Dado e Bonfá em seus shows de carreira solo. Mas nada que se compare.
Gosto de ver que mesmo aos trancos e barrancos, eles continuam suas vidas. Imagino a dor que deve ser pra eles viver sem um "irmão" dessa proporção. Aliás, além de imaginar, pude confimar depois de ler repetidas informações em alguns dos tantos livros que li.

Tudo isso é só pra ilustrar o quanto gosto, respeito e admiro esse camarada. Sei que muitos como eu sentem da mesma forma ou ainda mais intenso (ainda mais aqueles que puderam estar com ele). Nunca desejei pintá-lo como exemplo de nada. Ele não é perfeito e não deve ser guia de ninguém. Guia e modelo é Jesus. Mas mesmo assim gosto de frisar a importância que ele tem na minha vida e na construção do meu eu.
Tenho certeza que sua obra será um atenuante na hora do "purgatório". Como sempre me repetiu meu pai: "O amor cobre uma multidão de pecados"


Viva Renato Russo!

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