O que me inspira a escrever este post hoje é, quem diria, a novela das oito. Não tenho menor vocação para noveleiro, mas de qualquer forma, não escapei de ver a cena em que Carolina Dieckman (sempre ela, coitada) morre diante do brilhante olhar de seu amado.
Melodrama de lado, o que me deixou emocionalmente abalado é o fato de por um momento me colocar no lugar daquele personagem. Imagine, voce perder seu conjuge tão amado assim, num piscar de olhos, sem qualquer prenúncio...
Deixa de ser só triste e passa a ser desesperador. Acho que há casos onde um viveria tranqüilamente sem o outro (é o que chamo de casamento morto, ou de fachada) mas quem ama de verdade, quem vive o amor intensamente (não estou falando de paixão) deve sofrer muito só de pensar na possibilidade disto acontecer.
Generalizando, acho que nós não estamos preparados para a morte. Nem para a nossa, muito menos para a dos nossos, se é que posso falar assim. Ainda me considero egoísta o suficiente para bater de frente com Deus, por ter tido a "ousadia" de tirar x ou y de mim. Mesmo acreditando que há vida após a morte. Talvez por isso que não tenha perdido ninguém até hoje. "O Cara lá de cima" deve estar esperando eu aprender a lidar com isso...
Preciso de um pouco mais de fé. Porque sei que esse é um "fim" inevitável.
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