domingo, 8 de agosto de 2010

Eu recomendo!

"Longe de casa, há mais de uma semana..."
Fiquei um tempo ausente aqui, é verdade. Questões do cotidiano ao mesmo tempo que tiram o tempo para escrever, furtam-me a inspiração (e a paz) necessária pra desenvolver meus textos...
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Foi-se o tempo em que romances, faziam juz ao nome e somente contavam histórias de amor. Pra ser romance hoje, é preciso ter um pouco de tristeza e além disso, é preciso trazer uma carga de moral pra nos levar a pensar, sentir aquele nó na garganta, aquele aperto no peito... O romancista que foge à essa estrutura, tem suas obras encalhadas nos sebos...

Seguindo essa linha de raciocínio, indico hoje a quem lê este post, a obra de Khaled Hosseini, " A Cidade do Sol" (ou A Thousand Splendid Suns, nome original do livro)
 Mais uma vez indicado por uma pessoa de confiança, a mesma que me indicou o anterior, e mais uma vez sob a ótica preconceituosa, resolvi aceitar ler este livro, não sem antes pensar:
- Porra, historinha de muçulmano!? - Vai ser mais uma novelinha tipo "O Clone" ou "Caminho das Índias" 
Imaginei logo que seria narrada a vida dura de uma menina que se apaixona por um camaradinha, mas que por força dos pais, acaba casando-se com um outro que tem terras e etc...




Amparado pela referencia do autor, (o mesmo autor de O Caçador de Pipas) fiquei mais tranquilo. Imediatamente recordei do filme que surgira a partir da obra (que não tive a oportunidade de ler). Filme pesado, denso, triste, com muita carga moral [...] Se achasse isso na história do livro que tinha em mãos, já estaria satisfeito!

O livro é dividido, basicamente, em quatro partes: A vida de Mariam (do nascimento ao casamento), a vida de Laila (do nascimento ao casamento), a intercessão de uma vida com a outra e o desfecho final.
Logo no início da leitura me surpreendi com termos próprios da língua local, não traduzidos ao português (tais como harami, hamshira, kolba e etc...) além da engraçada forma de tratamento íntimo deles ao colocar o termo "jo" após o nome próprio, desta forma, "Pierre jo", significaria "Pierrinho", ou "querido pierre"
Emocionante do ínicio ao fim, não pude me privar das lágrimas em alguns momentos. Não pude fugir à ânsia de querer interceder pela personagem x ou y, o que considero bom, já que qualifica o livro como no mínimo, envolvente...

Pra não me alongar e acabar contando a história toda, gostaria de registrar a minha indicação. Recomendo à todos. Realmente é um convite por demais oportuno à reflexão e principalmente a rever valores. Ratifica a ideia de que indubitavelmente, não precisamos de muito pra ser feliz...

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