terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pergunta idiota, tolerância zero!

Nem deveria abrir mão das coisas que estou fazendo agora para vir aqui escrever isso, mas o fato foi tão grotesco que eu tive que vir até aqui desabafar:

Estou ouvindo neste momento uma entrevista numa rádio x sobre auto-medicação e seus riscos... 
E a locutora questionando ao profissional (que deve ser médico - não sei porque peguei a entrevista já iniciada) razões pelas quais as pessoas se auto medicam. A radialista faz as seguintes perguntas sobre o tema, tais como:
- Porque as pessoas se auto medicam e não procuram ajuda médica?
- De onde vem esse costume da auto medicação?
- Quais são os riscos e etc...

Não sendo, as respostas, óbvias o suficiente, a "âncora" do programa ainda me pergunta ao doutor:
- E as crianças e jovens, eles aprendem isso vendo os adultos se auto medicar? 
[...]
Não, minha filha. As crianças, curiosas como elas só, ao sentirem um mal estar qualquer, têm o ímpeto de correr atrás de qualquer frasco que se pareça com um remédio e deliberadamente os ingerem em doses homeopáticas, já tem a noção de que tudo em excesso pode fazer mal...

Porra!? é óbvio que as crianças aprendem (e apreendem) isso (e todas as coisas da vida, em geral) vendo os pais fazendo. Eu fico decepcionado em ver que uma pessoa estuda anos, pra fazer uma pergunta que já sabe a resposta. Cadê o editor de reportagem dessa rádio meu Deus!?

Desculpem o chilique, mas é lamentável ver que o sensacionalismo ainda envolve o jornalismo (brasileiro, ao menos) como forma de chamar maior atenção. Esse, logicamente, é um exemplo chulo de uma realidade contumaz reforçada. Me fez lembrar as entrevistas que a Luciana Gimenez faz. Nossa, que mal gosto...

Que saudades tenho do falecido Francisco Milani (que Deus o tenha) interpretando o velho Saraiva: "Pergunta idiota, tolerância zero!"

Feito o desabafo, volto ao trabalho. See ya!

Nenhum comentário:

Postar um comentário