O Jornal O Dia publica diariamente em sua segunda página colunas de jornalistas e pessoas públicas como outros jornais, porém semanalmente, às quintas feiras o folheto abre espaço para um colunista convidado, não importando quem seja, sobre o que entenda ou sobre o que pretenda falar. Basta ser alguém (de certa forma) conhecido, e ter conteúdo para preencher a meia página que lhe é dada.
Pois bem, para minha feliz supresa a colunista convidada de ontem foi Rainha de alguma escola de samba carioca, Quitéria Chagas. Minha surpresa foi justamente porque em minha miopia preconceituosa, jamais poderia conceber a ideia de uma rainha de bateria ter conceito para assinar uma cronica no jornal, exceto aquelas que já são artistas e (acredita-se que estudam alguma coisa) já tem algum conhecimento.
Claro que moça falou do que ela entende: Carnaval. Mas usou de uma linguagem pitoresca que me agradou bastante. Como já disse, achei que ela fosse do time daquelas que só tinha bunda.
Em sua crônica ela tornou público a sua insatisfação junto as outras rainhas que ou não tem ou só tem bunda e viram rainhas de bateria por meio de uma máquina de publicidade e sequer têm o conhecimento da realidade da comunidade a qual representa.
Achei bonito de qualquer maneira. Não entendo nada de carnaval e nem tenho o interesse em entender. Mas gostei de quebrar esse rótulo de que dançarinas, modelos e outras tantas, só têm o corpo para oferecer. Me recordou o post que publiquei aqui sobre a máquina de fazer famosos (leia em http://mimennor.blogspot.com/2010/10/15-minutos-de-fama.html)
A crônica publicada ontem não me valeu de material para julgar seu intelecto (e mesmo que valesse, quem sou eu para julgar alguém?) E se por acaso eu tenha me enganado à cerca desta moça, prefiro assim. Em uma visão otimista, é melhor ter pseudo-sábios do que idiotas completos.
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