quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Fonte de informação

A revista VEJA publicou em sua capa, na semana passada, uma matéria muito interessante. Um comparativo entre passado e presente da Candidata Dilma Rousseff. O enfoque principal, claro, foi a questão da liberação do aborto. A seguir as duas falas:

"Acho que tem de haver a descriminalização do aborto. Acho um absurdo que não haja"

e depois de alguns anos:

"Eu, pessoalmente, sou contra. Não acredito que haja uma mulher que não considere o aborto uma violência"

Comparar o passado é uma pratica antiga da mídia sensacionalista pra tentar derrubar um candidato ou uma legenda. Desconsidera-se assim, qualquer possibilidade de uma pessoa mudar de ideia ao longo do tempo. 
Mas se o caso é bom para a sociedade ver como as coisas mudam com o tempo, ótimo. Fiquei aguardando a reportagem capa desta semana que (na minha inocente imaginação) traria um formato idem falando a respeito da oposição. Qual não foi minha surpresa ao ver que a edição desta semana não traz o que foi por mim esperado, mas sim uma matéria capa falando sobre a boa influencia que o ex governador mineiro, Aécio Neves tem sobre o eleitorado de uma forma geral. Até acho que ele tenha boa fama. Mas foi pegaram pesado.

A Veja, junto com o jornal Folha de São Paulo e o jornal O Globo, têm sido alvo de grande discussão à cerca da tão esperada imparcialidade jornalística. E infelizmente em alguns casos dão "moles" que nos levam a pensar se as críticas não fazem sentido.
edição de 13/10/2010
edição de 20/10/2010

Infelizmente não é possível se manter 100% informado com um único material. É necessário dispor de mais uma grana, para buscar o outro lado da moeda e a partir de então, tirar suas próprias conclusões.
Graças à Deus que temos essas outras opções. O que foi aguardado por mim e por (sabe-se lá Deus) tantos outros, foi exatamente publicado na edição da revista ISTOÉ desta semana. 
Na capa, a reportagem mostra duas faces de Jose Serra: Um onde ele reconhece o trabalho competente de Paulo Preto (Acusado pelo PSDB a desviar mais de R$ 4 milhões da campanha) e outra, no dia seguinte onde o mesmo Serra, nega conhecer o meliante.
A seguir as duas falas:

“Evidente que eu sabia do trabalho do Paulo Souza, que é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de engenheiro do ano. A acusação contra ele é injusta. Ele é totalmente inocente. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo”

e no dia seguinte:

 “Não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês (jornalistas) fiquem perguntando.”

Perceba que não estou colocando a ISTOÉ como o modelo de revista imparcial. Até porque acho que isso é cada vez mais difícil de se achar. Mas é muito importante pra você, que pretende juntar os fatos para tirar suas próprias conclusões, buscar materiais de ambos os lados. Procure ler entre as entrelinhas e verás, que nossa imprensa hoje é contumaz tendenciosa. 
Só nos resta beber de várias fontes ao mesmo tempo. pra se ter uma água (informação) limpa.


Um comentário:

  1. Não entendo porque as pessoas não entendem a diferença entre ser a favor do ABORTO e ser favor da LEGALIZAÇÃO DO ABORTO. Paciência né??
    Mas seguindo a visão da maioria (sabe-se bem o que se diz sobre a maioria hahaha), eu prefiro uma presidente a favor da legalização do aborto a um presidente que fecha os olhos diante de um ladrão.

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